dito assim parece à toa |
|
|
Comentários, reflexões, declarações e acessos eventuais de fúria ou riso, relacionados com o desenrolar da história. ![]()
Disse assim: Out 2003 Nov 2003 Dez 2003 Jan 2004 Fev 2004 Mar 2004 Abr 2004 Mai 2004 Jun 2004 Jul 2004 Ago 2004 Set 2004 Out 2004 Nov 2004 Dez 2004 Jan 2005 Fev 2005 Mar 2005 Abr 2005 Mai 2005 Jun 2005 Jul 2005 Ago 2005 Set 2005 Out 2005 Nov 2005 Dez 2005 Jan 2006 Fev 2006 Mar 2006 Abr 2006 Mai 2006 Jun 2006 Jul 2006 Ago 2006 Set 2006 Out 2006 Nov 2006 Dez 2006 Jan 2007 Fev 2007 Mar 2007 Abr 2007 Mai 2007 Jun 2007 Jul 2007 Ago 2007 Set 2007 Out 2007 Nov 2007 Dez 2007 Jan 2008 Fev 2008 Mar 2008 Abr 2008 Mai 2008 Jun 2008 Jul 2008 Ago 2008 Set 2008 Out 2008 Nov 2008 Dez 2008 Jan 2009 Fev 2009 Mar 2009 Abr 2009 Mai 2009 Jun 2009 Jul 2009 Ago 2009 Set 2009 Out 2009 Nov 2009 Dez 2009 Dizem por aí: Alex Senna Anna V. Anunciação Beatriz de Carvalho Blog da Milk Carne Crua Catarro Verde Cristiana Críticas e Reflexões Cyn City Drops da Fal Filosoclics Frankamente Guga Alayon Idelber Avelar Imprensa Marrom Infinito Positivo Josimar Melo Ledusha Lord Broken Pottery Lucia Guanaes, fotos Marina W. Meg (Sub Rosa) MM Leite, fotos Muié Na Minha Rolleiflex Nóvoa em Folha Observador Pecus Bilis Pérola Negra Perplexo Inside Peri S. Coppio Quase Pouco Ricardo Hida Salón Comedor Talvez sim, talvez não Taxitramas Terapia Zero A Vida em Palavras Zeitgeist |
20.11.09
Miséria muita
Cena de "Lula, o filho do Brasil" Se, para melhorar o Brasil, é preciso seguir o roteiro do lulo-sindicalismo, com o aparelhamento do Estado e a companheirocracia; se é preciso cultivar e louvar um ídolo messiânico, incentivando peças de propaganda barata em longas-metragens caros (qual será a próxima? "Dilma, a mãe do Brasil"? "Dirceu, o bedel do Brasil?" "Zé Eduardo Dutra, o faz-tudo do Brasil?"); se é preciso cooptar a imprensa pela chantagem velada aos pequenos veículos de comunicação ou pela proposição de "órgãos de controle da mídia"; se é preciso ter aversão ao senso crítico das pessoas (óbvio, das que não elogiam); se é preciso tachar de "conspiração das elites" o que quer que denuncie incompetências, desmandos, safadezas ou mesmo enganos da companheirada; se tudo isso é preciso para a redenção dos miseráveis ou a reconciliação da sociedade, estamos condenados, de fato, à miséria mais duradoura, que não é a de pão, mas a de consciência, aquela que leva à doença da dependência de pensamento. Dependência de pensamento é aquele mal que acomete os religiosos fanáticos, os militantes ortodoxos, as macacas de auditório. Pergunte a um devoto da bispa que contrabandeou dólares na Bíblia se ele considera a tal senhora criminosa. Pergunte a um militante do MNN se ele tem certeza de que a composição de classes é mesmo essa que divide burqueses e trabalhadores. Pergunte a uma fã do Roberto Carlos se ele tem mau hálito. Um dependente de pensamento pensa a partir de regras externas pré-estabelecidas. Não sabe o que pensa até conhecer o que as regras impõem. Jamais as põe em dúvida. É isso o que estamos começando a viver, como nunca antes neste país: devoção, babação, renúncia a pensar, terceirização da crítica. Começa a virar pecado falar mal do que quer que se faça sob a égide de Lula, e começa a virar ingenuidade ou má-intenção propor qualquer coisa diferente. O que se vê na política partidária é o tudo-pode na candidatura governista e o atordoamento imbecilizado da oposição. Ou seja: todos trabalhando no mesmo sentido, mesmo sem querer. E esse sentido é a miséria de pensamento, é um mundo que misturará a burrice estilo Uniban com a superficialidade estilo Miami e o anestesiamento mental da Roma dos anos 30. Logo depois, isso não falha, uma burocracia de Estado mais mafiosa do que nunca imperará. São ruins os efeitos colaterais de uma cura que tem a miséria como remédio de si mesma. Alguns deles já se deixam ver. 17.11.09
Quadras de pouca serventia Co'a bochecha rubicunda, convive a face tão alva, como a neve que circunda uma inesperada malva. Da pele à derme mais funda, no coração, junto à valva, a emoção sempre abunda com o brancor sem ressalva. Mas o olho esperto circunda a retaguarda tão calva: no meio da branca bunda, a espinha é uma estrela d'alva. |